Recepção no Aeroporto
Manhã chuvosa de sábado. Às 8h30, o aeroporto de Cumbica em Guarulhos abriga alguns fãs ansiosos pela chegada de seus ídolos: os 5 membros da banda Kagrra, que desembarcaram por volta de 9h10am no desembarque internacional 2, após 26 horas de viagem.
O Fã Clube “Kami Uta” entregou camisetas personalizadas para os 5 membros, que receberam sorrindo e agradecendo.
O primeiro a aparecer foi Akiya vestido de preto e com uma touca preta. Depois Izumi, Isshi e Nao. Izumi vestia camiseta e bermuda, Isshi calça e camisa de manga comprida, Nao usava uma máscara de proteção e óculos escuros. Shin foi o último a desembarcar e passou muito apressado carregando a grande caixa de seu Koto.
Os membros foram para fora fumar e o Fã Clube levou a faixa de 4 metrôs até eles, que leram o que estava escrito e tiraram fotos. Logo depois se dirigiram até a van, e após carregarem as bagagens, foram embora.
O “Koto” - instrumento tocado por Shin, ainda estava lá aguardando provavelmente um outro carro para ser levado, quando deixamos o aeroporto.
A seguir o filme que fizemos no local:
O Show
A ansiedade tomava conta dos fãs que preparavam os leques enquanto esperavam ansiosamente pela entrada do Kagrra,.
As luzes se apagaram e Izumi entrou no palco, seguido por Nao, Shin, Akiya e finalmente Isshi. A plateia foi à loucura, gritando e acenando com os leques quando “Kotodama” começou a ser tocada. Isshi esbanjava sorrisos ao público enquanto cantava, com os leques o acompanhando. Os maravilhosos agudos de Isshi enchiam e encantavam a grande área ocupada pelos fãs.
“Paraizo” começou a ser tocada e Isshi agitava seu leque enquanto os fãs faziam o mesmo. Ele sorria o tempo inteiro. Nao avança para a frente do palco, tocando seu baixo animadamente. Ao término da música, os fãs gritaram de alegria e prazer.
O primeiro MC teve início. “Pessoas do Brasil! Nós somos o Kagrra,” O microfone da tradutora estava muito baixo, e eu não consegui traduzir toda a frase dita por ele, infelizmente, mas ele falou algo sobre a distancia entre Brasil e Japão, e depois pediu para que todos pudessem se divertir muito e aproveitar, finalizando com seu forte “IKIMASHOU” (Vamos lá!)
“Guilty” foi tocada, os fãs gritando e cantando junto enquanto Isshi balançava a cabeça no ritmo da música sorrindo muito. Ao final da música, disse “Obrigado” e Shin, Nao e Akiya vieram à frente do palco. A seguir veio “Mateki”. Durante a pausa até o início de “Sai”, os fãs gritavam os nomes dos integrantes da banda. Isshi tira o hakama exibindo seu braço esquerdo completamente tatuado, e nesta hora principalmente as fãs foram à loucura. Isshi agitava seu lenço como de costume nesta música, alguns fãs faziam o mesmo e outros agitavam leques, blusas e camisetas. Akiya se aproximava levando as mãos ao ouvido como se dissesse “não escuto… Mais alto.”
A seguir veio “Kamikaze” e quando Isshi se aproximava da frente do palco, o público vibrava e gritava. “Sakebi” veio a seguir. As caras do Nao foram, com certeza, uma das melhores partes do show. Após um pequeno intervalo, Isshi vestiu novamente o Hakam. O público explodiu quando uma música famosa e popular começou e ao som do koto de Shin, o refrão foi acompanhado pela cantoria dos fãs. Os staffs trouxeram os violões de Akiya e Shin para o palco. Isshi então inicia seu segundo MC, perguntando se todos estão se divertindo, e se estávamos preparados até o final, informando que tocarão uma música muito querida dos fãs brasileiros. Ele diz que está muito frio, mas que nós estávamos esquentando muito. Disse que estavam muito felizes e era como um milagre eles estarem ali naquele momento, e disse “Ouçam nossa música mais querida”. Isshi disse isso porque na parte da tarde, o manager deles foi até a nossa sala (Aliança J-Rock Brasil) durante nossa “Overdose Kagrra,” e nos perguntou qual era nossa música favorita. A maioria dos fãs que estavam na sala respondeu a mesma coisa: “UTAKATA!”. A música começou e simplesmente nesta hora eu não fiz nada além de… chorar. (risos). Foi uma das coisas mais lindas que já presenciei na vida. O coro entoado pelos fãs juntamente à voz de Isshi foi surreal, e mais do que esplêndido. Após esta música, eles deram uma pausa, como se fosse pra nos recuperarmos da grande emoção e secarmos as lágrimas. A seguir, “Jusou” foi tocada e acompanhada de palmas em determinadas partes. A seguir veio “Yousai”. O som das batidas intensificaram o sentimento do público. Houve mais um intervalo onde os membros beberam água. O público começou a gritar e pedir para tocarem a música “Omou”, no entanto o que veio a seguir foi “Subarashiki kana Jinsei”. Nao sorria muito quando vinha à frente do palco para tocar ao lado de Isshi. E depois ouvimos “Ren”. Depois, trouxeram novamente os violões quando Isshi pergunta se estávamos nos divertindo, e informou que tocariam uma música que não tem o costume de tocar nem no Japão. Neste momento, todos pensaram que seria “Hizou” (eu falei para o manager sobre o “aí mano, mataram o Manoel” e ele deu risada, por isso achei que eles tocariam “Hizou”), mas na verdade tocaram “Satsuki” e foi maravilhoso também. Izumi com seu sorriso infantil se empolgou bastante. A seguir foi tocada “Rin” e a seguir Isshi anuncia que será a última música, o público entoa um “AHHHH” de tristeza e “Urei” é tocada. No meio da música, quando há uma pausa, Isshi diz “Obrigado”. Após “Urei” eles deixam o palco. Eu e a Mari gritávamos para puxar o encore. Algumas pessoas entendiam e acompanhavam. Após aproximadamente 10 minutos, eles retornam ao palco dizendo que não querem ir embora, agradecendo ao Brasil. Então começa “Shigatsu tsuitachi” e finalmente “Sakura Maichiru ano” . Ao final da música, Isshi entrega o microfone à plateia para que cantem. Uma pena que poucas pessoas sabiam a letra, mas os que sabiam cantaram, e foi realmente muito bonito. Isshi diz “OBRIGADO”, “Obrigado Brasil”. Isshi levanta uma cartolina desenhada, que lhe havia sido entregue pelos fãs. As palhetas foram lançadas. Eles então deixam o palco e vão embora, deixando com certeza maravilhosas memórias na mente de todos os privilegiados que estiveram ali naquele dia.
Live Report por Jackeline Lima

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